quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Michel de la Barre e amigos", por Levrac-Tournières.


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Abrindo espaço para outras referências localizadas em torno do momento de vida de Pachelbel, esta imagem é atribuída ao pintor Robert Levrac-Tournières (1667/8 - 1752), datando de cerca de 1710, encontrando-se, atualmente, na National Gallery, em Londres.
O grupo é capitaneado por Michel de la Barre (1675 – 1745), que está passando as páginas do seu "Sonatas en Trio", de 1707. La Barre foi um renomado flautista e compositor francês, lembrado como o primeiro a publicar um solo de flauta. Destacou-se como músico na Académie Royale de Musique, francesa.

O homem sentado à direita, segundo a tradição, é um amador endinheirado que pagou a execução desta pintura, com a condição de ser incluído no círculo musical de La Barre.
Atrás, à esquerda, e o segundo da esquerda para a direita, ou seja, ao centro, são os irmãos Hotteterre. A família Hotteterre começou a se destacar na música com o avô desta dupla, Jean Hotteterre (1625 – 1680).
Aquele que ocupa a posição central na imagem é Jacques-Martin Hotteterre, dito "Le Romain" (1674-1763) chegou à função de "flûte de la chambre du Roy". Fabricante de flautas, compositor e executor, teve muita influência, em sua época, com peças utilizadas por Jean-Baptiste Lully. Foi um, senão o maior desenvolvedor da flauta transversal.
Sua imagem aparece no frontispício da publicação "Principes de la flûte transverse", de 1707, , um tratado de flauta traverso, flauta doce e oboé, que escreveu e foi referência por muitas gerações subsequentes.(*1)
À esquerda, seu irmão, Jean Hotteterre (1690 - 1720), também compositor e concertista de destaque à sua época, sendo célebre como flautista e oboéista da corte de Luís XIV, sendo ainda construtor de musettes, um instrumento da família da gaita de fole.
Sua obra "La Noce champêtre" ou "l’Himen pastoral", que compôs por
volta de 1700, originalmente para musette e baixo contínuo, foi publicada postumamente por Jacques-Martin Hotteterre.(*1)
À esquerda, segurando um violoncelo, aparece Antoine Forqueray (1672-1745), que pertenceu a uma primeira linha de compositores que comprendeu seu irmão Michel (1681-1757), organista, e seus filhos Jean-Baptiste (1699-1782) e Nicolas Gilles (1703-1761), organistas.
Alguns já citaram esse músico como Marin Marais (1656 - 1728), um compositor francês, uma virtuose e pioneiro da gamba. Este ficou lembrado por sonoridade e técnica, além de ter sido compositor de expressão, à sua época. Participou da orquestra da Academia Real de Música, francesa, quando dirigida pelo também referencial Jean-Baptiste Lully.
"Andre Bouys", com uma viola "à 7 Cordes", por Marin Marais.
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*1 - fonte:
http://orlandofraga.my-place.us/pdf/lanoce1.pdf
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